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16 janeiro 2011

Sociograma

Representação gráfica utilizada em sociometria. Descreve a estrutura das relações estabelecidas entre os membros de um grupo, de acordo com uma determinada tarefa. Cada pessoa é representada por uma figura geométrica a partir da qual surgem linhas ou flechas que deixam perceber as suas relações, direcção e intensidade, com outras pessoas. A análise do sociograma torna possível perceber o papel que cada pessoa ocupa dentro do grupo ou dos grupos em que está inserida.

12 janeiro 2011

Sociometria

Sociometria é uma ferramenta analítica para estudo de interações entre grupos. Foi desenvolvida pelo psicoterapeuta Jacob Levy Moreno nos seus estudos sobre a relação entre estruturas sociais e bem-estar psicológico. 

A palavra sociometria, derivada do latim, é resultante da junção das palavras "socius" (social) e "metrum" (medida). Podemos então a partir da sua definição etimológica, entender como referente ao estabelecimento de medidas de variáveis sociais, ou medição do grau de vinculação entre indivíduos de um grupo. 

A sociometria explora, mapea e mensura relações ou vínculos estabelecidos entre forças sociais individuais, que por um olhar directo não é perceptível, actuando em redes de interacção no seio de um grupo de uma determinada organização (empresa, sala de aula, comunidade partidária ou grupamento de militares). A sociometria pode ser entendida também como o estudo dos vínculos existentes entre indivíduos, enquanto formadores sociais. 

A técnica sociométrica e o sociograma (que é a sua representação gráfica) permitem verificar como estão as relações sociais no ambiente de trabalho, reconhecer os líderes aceites e identificar as pessoas que, por algum motivo, estão marginalizadas, e reconhecer as redes sociais (conjuntos específicos de ligações entre um determinado conjunto de indivíduos), as panelinhas (grupos informais relativamente permanentes, envolvendo a amizade), as estrelas (os indivíduos que fazem conexão entre dois ou mais grupos, sem serem membros de qualquer um deles), as pontes (os indivíduos que servem de ligação ao pertencer a dois ou mais grupos) e os isolados (os indivíduos que não estão conectados à rede social).

07 janeiro 2011

Sociodrama

Técnica de intervenção pedagógica e terapêutica dirigida à mudança de comportamento nos grupos. Foi desenvolvida por Jacob Moreno, nos EUA, no decorrer dos anos 30 do século XX. Partindo da avaliação dos problemas sentidos no passado e no presente da vida de um grupo, tenta chegar a formas adequadas de resolução das situações e conflitos mais delicados. 

Este processo passa pela dramatização das experiências individuais dos vários elementos do grupo que entram no "jogo da cena". É a vida, a cultura do próprio grupo, que é dramatizada, encenada como teatro, que, no entender de Moreno, permite ao grupo ganhar consciência, como num jogo típico de espelhos, dos problemas que o atravessam e, ao mesmo tempo, reflectir sobre as formas adequadas de intervenção. 

A técnica pressupõe cinco elementos: a cena, o palco (que representa a vida, com a particularidade de ser um local onde tudo é possível), os sujeitos/"pacientes" (que compõem o grupo, a quem se pede que sejam eles mesmos, que actuem como normalmente o fazem na vida real, expressando livremente os seus sentimentos – elementos do mesmo grupo podem trocar os papéis), o sociólogo ou psicólogo (na figura de analista e coordenador do grupo), os assistentes do analista (que intervêm ajudando a clarificar os papéis) e, finalmente, um auditório (que simbolize a sociedade onde o grupo vive normalmente e que funcione como espelho dos seus comportamentos). 

Como acontece com o psicodrama, a nível individual, parte-se do pressuposto de que, com esta técnica, os grupos tornam as suas normas de comportamento mais flexíveis. Tudo isto porque se assume que os vários sujeitos que compõem o grupo, ao representarem as próprias personagens e "vestindo a pele" de outros, libertam-se do isolamento e tomam consciência das suas atitudes. 

O sociodrama foi bastante criticado, por ser redutor, daí que alguns autores tenham sugerido que fosse completado com técnicas da psicanálise. A técnica do sociodrama, juntamente com o psicodrama, é utilizada, na actualidade, como prática de intervenção da psiquiatria, da psicologia clínica, da formação e da consultoria.

20 dezembro 2010

Psicodrama

É um método de investigação e tratamento de problemas psicológicos criado pelo médico romeno Jacob Levy Moreno no princípio do século 20, que reúne na base teórica elementos do teatro e da psiquiatria, tendo como recurso de acção a dramatização. 

Desenvolvido com o intuito de o aplicar no grupo, dentro de um enfoque terapêutico ou educacional, o psicodrama foi inicialmente dirigido a pacientes com comprometimento psiquiátrico ou emocional, que eram incentivados a representar peças com textos improvisados. 

Moreno acreditava que a dramatização era o método por excelência para se resgatar a espontaneidade e chegar ao autoconhecimento. No seu entender, o jogo dramático possibilita que o indivíduo entre em contacto com os próprios conflitos, que antes permaneciam no inconsciente. 

Durante as sessões de psicodrama, os participantes são estimulados a expressar livremente as criações de seu mundo interior, seja na produção mental de uma fantasia concretizada em cena ou numa determinada actividade corporal.

19 dezembro 2010

Pirâmide de Maslow

O psicólogo Abraham Maslow desenvolveu, no âmbito da sua Teoria da Motivação, uma hierarquia das necessidades humanas numa escala ascendente, apresentando-as em forma de pirâmide, conhecido como a Pirâmide de Maslow.

As necessidades descritas por Maslow são, por ordem ascendente, as seguintes:




Necessidades Fisiológicas: representam as necessidades instintivas de sobrevivência tais como a alimentação, o descanso, a protecção contra elementos naturais, etc.

Necessidades de Segurança: surgem quando estão satisfeitas as necessidades fisiológicas e representam as necessidades de estabilidade e segurança no emprego e de protecção contra privações, perigos e ameaças.

Necessidades Sociais: incluem as necessidades de participação, de dar e receber afecto, amizade e amor. Surgem após a satisfação das necessidades primárias e a sua não satisfação pode levar à falta de adaptação social e à auto-exclusão.

Necessidades de Auto-Estima: correspondem às necessidades de respeito próprios (autoconfiança, aprovação e consideração social, prestígio profissional, dependência e autonomia). A não satisfação destas necessidades pode conduzir a sentimentos de inferioridade e ao desânimo.

Necessidades de Auto-realização: surgem após a satisfação de todas as restantes necessidades, representando as necessidades humanas mais elevadas tais como a necessidade de conseguir o desenvolvimento pessoal através da utilização de todas as suas capacidades e potencialidades.

Apesar de actualmente ser considerada como desajustada e demasiado redutora da realidade das necessidades humanas, a Pirâmide de Maslow continua a merecer a atenção dos académicos e gestores por ser considerada como a primeira tentativa de caracterização das necessidades do Homem.

18 dezembro 2010

Tipos de Liderança

Liderança autocrática: o líder é focado apenas nas tarefas. Este tipo de liderança também é chamado de liderança autoritária ou directiva. O líder toma decisões individuais, desconsiderando a opinião dos liderados. O líder determina as providências e as técnicas para a execução das tarefas, de modo imprevisível para o grupo. Além da tarefa que cada um deve executar, o líder determina ainda qual o seu companheiro de trabalho. O líder é dominador e pessoal nos elogios e nas críticas ao trabalho de cada membro.

Liderança democrática: chamada ainda de liderança participativa ou consultiva, este tipo de liderança é voltado para as pessoas e há participação dos liderados no processo decisório. Aqui as directrizes são debatidas e decididas pelo grupo, estimulado e assistido pelo líder. O próprio grupo esboça as providências para atingir o alvo solicitando aconselhamento técnico ao líder quando necessário, passando este a sugerir duas ou mais alternativas para o grupo escolher. As tarefas ganham novas perspectivas com o debate. A divisão das tarefas fica ao critério do próprio grupo e cada membro pode escolher os seus próprios companheiros de trabalho. O líder procura ser um membro normal do grupo. Ele é objectivo e limita-se aos factos nas suas críticas e elogios.

Liderança liberal ou Laissez faire: Laissez-faire é a contração da expressão em língua francesa laissez faire, laissez aller, laissez passer, que significa literalmente "deixai fazer, deixai ir, deixai passar". Neste tipo de liderança as pessoas tem mais liberdade na execução dos seus projetos, indicando possivelmente uma equipa madura, auto-dirigida e que não necessita de supervisão constante. Por outro lado, a liderança liberal também pode ser indício de uma liderança negligente e fraca, onde o líder deixa passar falhas e erros sem corrigi-los.

Liderança paternalista: O paternalismo é uma atrofia da Liderança, onde o Líder e respectiva equipa têm relações interpessoais similares às de pai e filho. A liderança paternalista pode ser confortável para os liderados e evitar conflitos, se bem que não seja o modelo adequado num relacionamento profissional, pois numa relação paternal, o mais importante para o pai é o filho, incondicionalmente. Já numa relação profissional, o equilíbrio deve preponderar e os resultados a serem alcançados pela equipa são mais importantes do que um indivíduo.

Embora os estilos de liderança já tenham sido identificados anteriormente e designados com estes ou outros nomes aqui ficam outros estilos de liderança associados à relação causal entre cada estilo e os efeitos sobre o clima de trabalho e o desempenho:

Estilo Visionário: canaliza as pessoas para visões e sonhos partilhados. Tem um efeito muito positivo sobre o clima de trabalho. É apropriado para situações onde ocorra mudanças que exigem uma nova visão.

Estilo Conselheiro: relaciona os desejos das pessoas com os objetivos da organização. Ajuda um empregado a ser mais eficiente, melhorando as suas capacidades de longo prazo.

Estilo Relacional: cria harmonia melhorando o relacionamento entre as pessoas. Ideal para resolver e sarar conflitos num grupo, dar motivação em períodos difíceis e melhorar o relacionamento entre as pessoas.

Estilo Pressionador: atinge objectivos difíceis e estimulantes. Tem um efeito por vezes negativo sobre o clima de trabalho pois é frequentemente mal executado.

Estilo Dirigente: Acalma os receios dando instrucções claras em situações de emergência. É apropriado em situações de crise, para desencadear uma reviravolta na situação e com subordinados difíceis.

Estilo de liderança: sempre foi complexo, por estar diretamente condicionado com as reacções do comportamento humano, mas é imprescindível que seja situacional, flexível e adaptado para os resultados que se pretende. O principal objetivo pretendido deve contar com as etapas do estilo autocrático, democratico e liberal levando em conta o receptor com as acções de auto-estima e afectividade (respeito ao liderar). O estilo deve ser situacional devido ao aprimoramento contínuo de todo o ambiente de trabalho.

17 dezembro 2010

Liderança

Embora existam múltiplas definições para a liderança, é possível encontrar dois elementos comuns em todas elas: por um lado é um fenómeno de grupo e, por outro, envolve um conjunto de influências interpessoais e recíprocas, exercidas num determinado contexto através de um processo de comunicação humana com vista à obtenção de determinados objectivos específicos. 

As funções de liderança incluem, portanto, todas as actividades de influencia de pessoas, ou seja, actividades que geram a motivação necessária para pôr em prática o propósito definido pela estratégia e estruturado nas funções executivas.

Um aspecto importante neste conceito é a palavra influência em lugar de imposição. De facto, é possível impor determinadas acções a um subordinado quando se tem poder para tal. Contudo, é impossível impor a motivação com que cada um leva à prática essa mesma acção. É esta motivação que a liderança procura melhorar. Para um líder não é suficiente atingir os objectivos da organização; é necessário que as acções desenvolvidas pelos subordinados sejam executadas por sua livre vontade.

Em suma, liderança é o processo de conduzir um grupo de pessoas, transformando-o numa equipa que gera resultados. É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva, para que contribuam voluntariamente e com entusiasmo para alcançarem os objetivos da equipa e da organização.

16 dezembro 2010

Tipos de Grupo

Os grupos diferenciam-se nos seguintes aspectos: dimensão, duração, valores e objectivos e amplitude das actividades realizadas.

Desta feita, existem quatro tipos de grupo: os primários, os secundários, os formais e os informais. Os grupos primários são unidades sociais pequenas e com uma interacção frequente entre os seus membros, sendo baseado em vínculos afectivos – família, grupo de amigos, etc.

Os grupos secundários são unidades sociais cujos membros comunicam mais indirecta do que directamente entre si, sendo escassa a vinculação afectiva e limitando-se a solidariedade a um campo de interesses normalmente de natureza laboral e formal – um sindicato, uma empresa, um partido político, etc.

Os grupos formais são unidades sociais hierarquizadas segundo normas que definem com exactidão o papel dos seus membros, estando as regras de funcionamento, na maior parte dos casos, expressa por escrito num regulamento interno. São grupos relativamente estáveis e duráveis – família, empresa, concelho executivo, etc.

Os grupos informais são unidades sociais cujos laços afectivos estão mais vinculados em gostos e interesses comuns, não havendo hierarquias fixas, mesmo quando existe liderança. São grupos efémeros, como por exemplo o grupo do liceu. 

15 dezembro 2010

Técnicas

Segundo o dicionário online da Porto Editora, técnica é o conjunto de processos baseados em conhecimentos científicos, e não empíricos, utilizados para obter certo resultado; conjunto dos processos de uma arte, de um ofício ou de uma ciência; ciência aplicada, especialmente no campo industrial; conhecimento prático.

14 dezembro 2010

Animação

Segundo Lobrot (1977), “animar implica, como o próprio sentido etimológico regista, uma acção dinâmica, exercida de forma directa, que produz movimento, vida, actividade, induzindo a propostas e sugestões que orientem, seduzam, solicitem, despertem e influenciem a imaginação, sem qualquer coercitividade.

A animação pode especificar-se na modalidade cultural, educativa, económica e social. A sua organização faz-se em quatro categorias: difusão cultural (incentivar o gosto pela cultura, ciência e pelo conhecimento), actividades artísticas não profissionais (desenvolver capacidades artísticas e criativas das pessoas através da prática), actividades lúdicas (animação por divertimento, lazer, desporto ou convívio) e actividades sociais (promover a participação das pessoas nos movimentos cívicos, sociais, políticos ou económicos).

13 dezembro 2010

Grupo

É uma unidade social, um conjunto de indivíduos, mais ou menos estruturada, com objectivos e interesses comuns cujos elementos estabelecem entre si relações e interagem. Um conjunto de pessoas constitui um grupo quando estas: interagem com frequência, partilham normas e valores comuns, participam de um sistema de papéis, cooperam para atingir determinado objectivo, reconhecem e são reconhecidos pelos outros como pertencentes do grupo.