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18 janeiro 2011

Sigmund Freud

Sigmund Freud, pai da psicanálise, demonstrou que a psicologia individual e a psicologia de massas não são contrárias nem contraditórias. O seu estudo sobre o dinamismo do mundo interno de cada um demonstrou que mesmo sozinhos agimos psiquicamente em grupo.

Desta feita, a psicanálise freudiana acaba por ser um instrumento de afinidade natural com os processos que envolvem os grupos, pois o entendimento do psiquismo de um indivíduo serve como referência para o entendimento do funcionamento de um grupo. 

Na visão freudiana, os grupos são um agente que potencializa os impulsos mentais de um indivíduo, configurando-se também uma inter-relação constante e dinâmica do indivíduo com o outro, tanto objectiva quanto subjectivamente.

Tais características da psicanálise fazem com que ela seja viável para o entendimento do que é social, servindo como exemplo a diversidade existente em um grupo terapêutico e a diversidade existente no psiquismo de cada indivíduo. 

Assim, a psicologia que estuda a diversidade de um grupo – chamada de psicologia social – e a que estuda a diversidade dos personagens no psiquismo de um indivíduo – chamada de psicologia individual – podem utilizar a mesma ferramenta de estudo – a psicanálise de Freud. 

No entender de Freud, o social tem o papel de agente formador e transformador, uma vez que o filósofo identifica como tendo um papel determinante na formação da personalidade as primeiras relações do indivíduo – família. A importância que Freud dá às primeiras relações do indivíduo com a sua família denotam a essencialidade do grupo na vida de um indivíduo. Com estas conclusões, Freud avança que tanto o grupo age sobre o indivíduo como o indivíduo age sobre o grupo, tornando-se assim as duas faces da mesma moeda – não são iguais, se bem que contribuem para aquilo que cada um é e para o que a moeda é no seu todo.

17 janeiro 2011

Kurt Lewin

Reconhecido por muitos como o pai da Psicologia Social, Kurt Lewin fundou e dirigiu o Centro de Pesquisa para Dinâmica de Grupo (Research Center for Group Dinamics) no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

No decorrer da sua vida, Kurt Lewin dedicou-se ao estudo do comportamento humano recorrendo a sistemas topológicos para ilustrar graficamente as forças psicológicas. Propôs que o comportamento humano fosse visto como parte de um continuum com variações individuais e diferentes da norma, como resultado de tensões entre as percepções do self e do ambiente. Segundo Lewin é necessário ter em conta todo o campo psicológico ou espaço de vida onde cada acto do indivíduo ocorre para bem compreender e predizer o comportamento humano.

As relações que estabelecia com as pessoas com quem trabalhava originaram o desenvolvimento de um dos seus mais importantes desafios: a dinâmica de grupos – que veu a impulsionar a fundação do Centro de Pesquisa para Dinâmica de Grupo, já referido. Ao aperceber-se de dificuldades de comunicação com os seus colaboradores, Lewin resolveu convidá-los para um encontro informal para falarem de assuntos triviais surgindo, assim, o primeiro grupo de desenvolvimento pessoal. 

Foi assim que Lewin se apercebeu da importância do feedback dentro de um grupo. Desta feita, formulou três hipóteses: 
a) a comunicação autêntica e aberta dentro dos grupos facilita a integração do grupoe a utilização correcta da criatividade; 
b) o relacionamento humano é apreendido – recusando assim a ideia de dom inato; 
c) cada indivíduo deve questionar os seus esquemas pessoais de comunicação e ter consciência que através do empenho é possível mudar.

Posto isto, Lewin desenvolveu o primeiro grupo de formação dirigido a docentes universitários, tendo por objectivos melhorar a comunicação, favorecer a autenticidade da comunicação e gerir o problema do relacionamento com figuras de autoridade.

Kurt Lewin dedicou a sua vida ao estudo da dinâmica de grupos, porque acreditava que os grupos influenciam o comportamento individual. Concluiu assim que os grupos pequenos funcionam com mais sucesso quando conduzidos de forma democrática, abrindo assim caminho ao estudo da liderança – principalmente os métodos democrático, autocrático e de laissez-faire.